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Sou alagoano, de Maceió. Artista plástico, desenho e pinto há quase quarenta anos. Aqui, ficam alguns registros de um percurso rico em criatividade, técnica, vida e muita, mas muita persistência.
14 de setembro de 2011
9 de setembro de 2011
VANDALISMO AMBIENTAL
VANDALISMO - Destruição de obras de arte, de objetos importantes, por ignorância, selvageria ou falta de gosto.*
Escrevi esse texto acima há um bom tempo. Mas ele me veio à memória quando fomos – eu, minha mulher e nossa filha – passar três dias no Pontal do Coruripe. Belíssima região que quem não conhece precisa conhecer.
Chegamos lá por volta de duas da tarde.
Arrumamo-nos e fomos aproveitar o resto de sol na praia em frente ao farol.
Beleza, aquele encontro de rio e mar! Os arrecifes formam uma piscina apreciada por pessoas de todas as idades, ideal para quem tem crianças muito pequenas como a nossa. Não tinha quase ninguém lá, a praia estava quase deserta. Apenas a sombra do farol se esparramava na areia. A sombra e uma pedra...

Ao descer as escadas e me aproximar da ‘pedra’, percebi tratar-se de uma tartaruga morta!
Apesar de já estar com a cabeça coberta pelas maiores moscas varejeiras que já vi na minha vida, ainda sangrava pela pata esquerda e o sangue, espalhado ao redor, fora absorvido pela areia que cobria o que me pareceu ser a cova onde provavelmente ela enterrou seus ovos.
Ao seu lado, marcas de pneus de um jipão ou bugre dirigido por um bronco.

À semelhança dos Jet skis na lagoa, o veículo não tinha nada o que fazer ali, a não ser se exibir e matar uma lenta tartaruga com objetivos bem definidos, muito bem traçados pela sua natureza, que não deixa de ser a nossa também.
No outro dia voltamos à praia. Chegamos muito cedo e não encontramos pessoas. Apenas quatro urubus entre aborrecidos e decepcionados, davam voltas por ali. Nem sinal da tartaruga. Certamente alguém a enterrou, pois o cheiro já iria começar e atrapalharia, no feriado da Independência do Brasil, a visita dos banhistas. Estes logo começaram a chegar, com seus carros e sons a espalhar potências e músicas de qualidade duvidosa e assombrosa, espantando os urubus para outra freguesia, quebrando mais uma vez o ritmo de um lugar que não precisa nem merece ser perturbado. Um lugar que se basta com seu som de mar, palhas de coqueiros e sua brisa com cheiro de maresia...
Paulo Caldas, 09/09/2011
*Dicionário Aurélio
Gosto muito de ir ao Pontal da Barra e de visitar a Massagueira. Chegando lá sento num barzinho e fico observando o movimento das marés e pessoas que por elas trafegam.
Vejo canoas. Lentas como são, tem objetivos que faltam aos potentes e velozes Jet skis. Estes, não tendo o que fazer nem pra onde ir, são pura ostentação..
Canoa e lagoa são a continuidade uma da outra.
Jet ski é a quebra desse equilíbrio...
Canoas pescam, transpõem, transportam, colhem, distribuem, subsistem e até poetizam imagens com o nascer e o por do sol.
Jet skis vão se exibir e atrapalhar as pescarias e a calmaria do lugar...
Escrevi esse texto acima há um bom tempo. Mas ele me veio à memória quando fomos – eu, minha mulher e nossa filha – passar três dias no Pontal do Coruripe. Belíssima região que quem não conhece precisa conhecer.
Chegamos lá por volta de duas da tarde.
Arrumamo-nos e fomos aproveitar o resto de sol na praia em frente ao farol.
Beleza, aquele encontro de rio e mar! Os arrecifes formam uma piscina apreciada por pessoas de todas as idades, ideal para quem tem crianças muito pequenas como a nossa. Não tinha quase ninguém lá, a praia estava quase deserta. Apenas a sombra do farol se esparramava na areia. A sombra e uma pedra...

Ao descer as escadas e me aproximar da ‘pedra’, percebi tratar-se de uma tartaruga morta!
Apesar de já estar com a cabeça coberta pelas maiores moscas varejeiras que já vi na minha vida, ainda sangrava pela pata esquerda e o sangue, espalhado ao redor, fora absorvido pela areia que cobria o que me pareceu ser a cova onde provavelmente ela enterrou seus ovos.
Ao seu lado, marcas de pneus de um jipão ou bugre dirigido por um bronco.

À semelhança dos Jet skis na lagoa, o veículo não tinha nada o que fazer ali, a não ser se exibir e matar uma lenta tartaruga com objetivos bem definidos, muito bem traçados pela sua natureza, que não deixa de ser a nossa também.
No outro dia voltamos à praia. Chegamos muito cedo e não encontramos pessoas. Apenas quatro urubus entre aborrecidos e decepcionados, davam voltas por ali. Nem sinal da tartaruga. Certamente alguém a enterrou, pois o cheiro já iria começar e atrapalharia, no feriado da Independência do Brasil, a visita dos banhistas. Estes logo começaram a chegar, com seus carros e sons a espalhar potências e músicas de qualidade duvidosa e assombrosa, espantando os urubus para outra freguesia, quebrando mais uma vez o ritmo de um lugar que não precisa nem merece ser perturbado. Um lugar que se basta com seu som de mar, palhas de coqueiros e sua brisa com cheiro de maresia...
Paulo Caldas, 09/09/2011
*Dicionário Aurélio
19 de maio de 2011
SALÃO TRT 19. REGIÃO
DE PINTORES ALAGOANOS
O TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO - 19 REGIÃO, MEMORIAL PONTES DE MIRANDA - REALIZOU O XIII SALÃO DE PINTORES ALAGOANOS.PARTICIPEI COM ESSAS TRES OBRAS E FUI CLASSIFICADO EM PRIMEIRO LUGAR, NA CATEGORIA PINTURA.
3 de março de 2011
realmente foi, para mim uma surpresa. não que o meu trabalho não merecesse, mas porque nunca saí vencedor de nenhum concurso desses...
foi uma grata surpresa, ainda que os meus colegas, muitos, na noite da premiação tenham me dito ter sido esta uma premiação merecida e muito justa.

Maceió, fevereiro 2011
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